Derrotemos a agressão imperialista na Venezuela, com a classe operária organizada!
Sábado, 03 Janeiro 2026 13:20Derrotemos a agressão imperialista na Venezuela, com a classe operária organizada!
Fora ianques do Caribe e América Latina!
Na madrugada de 3 de janeiro, o imperialismo norte-americano bombardeou regiões da Venezuela e capturou Maduro e sua esposa, em sua escalada para disciplinar a região com sua “nova doutrina Monroe”, como a chama.
É evidente que não serão os governos supostamente progressistas de Lula, Sheinbaum, ou Petro que sairão em defesa do povo venezuelano, já que estão unidos por múltiplos laços ao imperialismo norte-americano. Tampouco haverá uma resposta das burocracias restauracionistas da China e da Rússia, já que pretendem assimilar-se ao sistema capitalista negociando com o decomposto imperialismo norte-americano.
A escalada bélica que Trump abriu ao bombardear a Venezuela, indefectivelmente, acelera os tempos da luta de classes e são processos históricos que obrigam nossa classe a saltar etapas, ou comprimi-las, ou seja, devem ser tomadas tarefas transicionais na luta pelo poder para não sofrer uma derrota catastrófica. É tarefa do proletariado venezuelano colocar o ramo petrolífero sob controle operário, quebrar o exército, recuperar as armas e organizar a luta por um governo operário, criando destacamentos de vanguarda para construir um partido revolucionário como seção da IV Internacional reconstruída. Devemos, como revolucionários, apoiar os grupos trotskistas da Venezuela que lutam por essa perspectiva e erguer para a região a ocupação de toda empresa ianque, como a Chevron e outras, em uma luta antiimperialista contra todos os governos de turno, sejam eles aliados pró-imperialistas, como os Milei, ou supostos opositores, como Lula.
São os trabalhadores venezuelanos que devem acertar as contas com o governo decomposto de Maduro e as cúpulas militares. É preciso destruir as forças repressivas como a polícia e as forças parapoliciais, que foram as garantidoras do saque e exploração do povo. É preciso desenvolver os embriões de um processo revolucionário para derrotar a ofensiva norte-americana e estar melhor preparados para os futuros objetivos do imperialismo, como pode ser Cuba.
Chamamos os trabalhadores dos EUA a enfrentar Trump, romper com os partidos imperialistas e aliar-se aos trabalhadores da região que lutam contra o imperialismo por uma saída revolucionária, por uma Federação de Repúblicas Socialistas da América Latina e do Caribe.
Propomos uma reunião urgente das tendências trotskistas na região para discutir uma campanha internacional e ações em comum.











