ABAIXO A CONDENAÇÃO DE ZÉ MARIA!
Lunes, 18 Mayo 2026 16:23No dia vinte e sete de abril, o presidente do PSTU, Zé Maria de Almeida, foi condenado a dois anos pela justiça burguesa. Seu crime: denunciar o genocídio do povo palestino na Faixa de Gaza, que agora se estende ao Sul do Líbano, na implementação do projeto expansionista e colonialista israelense, exemplo cabal da política mais agressiva do imperialismo, levada a cabo por Trump, na busca por recuperar sua hegemonia frente ao avanço da influência da China. Essa política belicista não se manifesta meramente no plano das relações interestatais, mas, sobretudo, nas entranhas da luta de classes e no seio dos Estados burgueses, e a condenação de Zé Maria é a expressão disso.
O genocídio do povo palestino faz parte da política do imperialismo para todo o Oriente Médio, que dá carta branca para Israel avançar com seu projeto da “Grande Israel”, garantindo os interesses imperialistas na região. Desta feita, qualquer crítica ao genocídio dos palestinos acaba se contrapondo aos interesses econômicos dos grandes monopólios capitalistas, interesses esses organizados em consórcio para explorar as riquezas naturais, as matérias-primas e os trabalhadores na região do Oriente Médio.
É fato que, com o cada vez maior aprofundamento da crise do sistema capitalista, as disputas inter burguesas e interestatais se acirram e o belicismo passa a ser a saída imperialista; em vista disso, o povo palestino não estará livre debaixo da opressão e repressão de nenhum Estado burguês. Não estará livre do açoite dos interesses das burguesias árabes nem dos imperialistas. Não estará livre submetido aos grilhões do trabalho assalariado, no estrangulamento de sua força de trabalho, subordinado às reduzidas migalhas jogadas ao chão para sua degradada sobrevivência. A liberdade do povo palestino, assim como das massas árabes, está diretamente condicionada a transformação da situação atual em um levante revolucionário na região, que prepare uma vanguarda operária sob a bandeira da destruição do enclave de Israel e dos governos que apoiam os EUA até uma Federação de Repúblicas Socialistas do Oriente Médio e Magreb.
Nesse cenário, oferecemos nossa total solidariedade ao companheiro Zé Maria. Repudiamos quaisquer tentativas de silenciamento dos que denunciam e lutam contra os ataques e massacres sofridos pelos povos e trabalhadores ao redor do mundo!
A luta por sua absolvição, assim como qualquer luta anti imperialista só é possível nos marcos da luta de classes. Que as centrais sindicais e os sindicatos assumam a tarefa de organizar os trabalhadores, colocando na ordem do dia a democracia operária sob o princípio da independência de classe, lançando mão dos métodos históricos de luta, como a greve, piquetes e ocupações - que interferem diretamente no ponto nevrálgico do regime capitalista: a produção - à revelia dos métodos adaptados à democracia burguesa: os atos isolados, as moções de repúdio, os abaixo-assinados, os apelos ao parlamento e ao judiciário.
Pela derrubada da condenação do companheiro Zé Maria!
Pela unidade internacionalista dos trabalhadores!
Pela derrota do imperialismo!
Pela destruição do enclave israelense!
Pela vitória do povo palestino!











